Cooperação e Desenvolvimento

Suicídio nos países de língua portuguesa: é necessária equidade

Entre os 46 países de baixos e médios rendimentos da África Subsaariana, apenas um tem um registo de mortalidade consistente.

Em África, onde reside 12.6% da população mundial, em cada ano ocorrem 62.000 suicídios. Os suicídios em África representam 7.7% dos suicídios globais. A taxa de suicídio ajustada por idade em 2012 foi de 10.0 por 100.000 habitantes, com uma proporção M: F de taxas ajustadas de 2.5 (14.5 homens e 5.9 mulheres).

Menos de 1% das mortes são devido a suicídio, mas considerando que o suicídio global tende a diminuir, a mudança a nível mundial mais significativa no número de suicídios entre 2000 e 2012 ocorreu em África, com um crescimento de 38.7%, representando mais de 40% das mortes violentas.

Moçambique é o país africano com a mais alta taxa de suicídio para ambos os sexos, 27.7 por 100.000 habitantes, em 2012, uma das mais altas taxas do mundo.

Angola apresenta a pior mudança do mundo em taxas de suicídio padronizadas para a idade, no período 2000-2012, um aumento de 49,2% para homens e mulheres, de 9.8 para 14.6 por 100.000 habitantes.

O Brasil apresenta o maior número de mortes por suicídio na América Latina – 10.000 – e está em segundo lugar nas Américas, a seguir aos EUA.

(Fonte: WHO. First World Suicide report. Geneve. 2014)